segunda-feira, 7 de julho de 2008

quarto norte.



Não sou bom fotógrafo, nem sequer fotógrafo. É uma paixão. Demorei em me converter ao digital. Ainda hoje sinto mais prazer em mexer nas minhas antigas máquinas mecânicas e em película do que em lidar com pixels. Sinto saudades do grão do Kodak Tri X e do Ilford HP5. Gostava da alquimia que saia do laboratório improvisado. É sempre mágico ver aparecer uma imagem. Ainda me lembro do meu primeiro negativo. Como não tinha ampliador, revelei o negativo e improvisei uma folha de contactos colocando o negativo em papel de fotografia, um vidro por cima e o abrir a luz da casa de banho por uma fracção de segundos. Na altura do primeiro banho de revelação, quando as pequenas imagens da fotografia começaram a aparecer, foi um momento inesquecível. Nunca tive essa agradável sensação no digital. Um dia destes vou matar saudades. Isto se ainda encontrar o meu velho Kodak Tri X no mercado. Não gosto muito de saudosismos, mas nisto da fotografia sim que sou.

2 comentários:

história e arte disse...

ViVa!

Obrigado pela visita virtual e pelo ânimo!!

da proxima vez q vier a Bragança cá o espero para uma visita !!

cumprimentos

ps. a fotografia q tem no post está fabulosa

fernando josé disse...

Obrigado. A visita está prometida. As maiores felicidades para os seus sonhos/projectos. Bragança ficou mais linda.