
Já disse e repito que ainda não me consegui converter ao formato digital da fotografia. Nesta foto tentei conciliar os dois métodos de obter imagens. Utilizei o visor da minha velha Pentacon Six, 6X6, para enquadrar a imagem que capturei através de uma impessoal máquina digital. Bem sei que posso estar a ser injusto ao chamar impessoal à minha maquina digital que tantos prazeres me tem proporcionado, mas ainda estou na fase de antipatia pelos pixels, mesmo sendo cerca de 90% das minhas actuais imagens obra do formato digital. Repito ainda que não sou um bom fotógrafo, nem sequer fotografo. Sou um apaixonado pela fotografia. Li algures que o grande mestre Sebastião Salgado não consegue converter-se ao digital, pelo mesmo motivo que não conseguiu converte-se à película reversível (slides). Os slides apresentados numa mesa luminosa não contam a história do momento em que captamos a imagem, com a mesma intimidade com que uma folha de contactos de película reversível nos a pode contar. Se a película reversível for a preto e branco, melhor ainda. Já agora que a objectiva seja 35mm ou 50 mm, porque são nesses ângulos que eu vejo a vida. Preciso de um certo “decante” das imagens latentes na película. O digital mostra-me logo o resultado da imagem. Não permite sonhar. Mesmo nas polaróides era necessário algum tempo de espera, até a imagem nos aparecer correcta. Se alguém duvida, que assista ao filme “Alice Nas Cidades, de Wim Wenders. Deve se por isso que guardo os cartões de memória duas ou três semanas, antes de os descarregar no computador. O nosso subconsciente é tramado. É uma espécie de batota. Emília, minha única leitora, estas últimas palavras vão para si. Obrigado pelo incentivo e pelo excelente espaço que criou na minha (nossa) cidade. As minhas fotografias são feitas com amor mas estão longe do fabuloso. Gentileza sua. Falta-me a educação visual. Preciso de saber olhar. É um dos muitos motivos porque preciso de ir ao seu (nosso) espaço “História e Arte”. João Ferreira e outros(as) são sempre uma excelente fonte de inspiração para mim. Depois quero conhecer a minha cidade, fotografar a minha cidade, reconciliar-me com a minha cidade.

5 comentários:
ViVa Fernando... uhau!! q palavras tão simpáticas... é claro q sim, as suas imagens são de facto fabulosas... não carece de "educação visual" é evidente q lhe sobra até!!
ultimamente não tenho tido tempo p blogar... infelizmente... tenho a tese de museologia p acabar até setembro... enfim... tem q ser... mas quando posso venho cá dar uma espreitadela...
beij, até breve
Que tudo corra bem com a sua tese de museologia (permite-me a indiscrição de “sobre quê?”) e que os museus nunca sejam dias tristes de segunda-feira.
olé Fernando!
permito concerteza a pergunta q não é indiscreição nenhuma; estou a fazer o mestrado em museologia e escolhi o "nosso" museu militar... tem sido toda uma descoberta porq na realidade sabia muito pouco sobre qustões militares e toda a envolvencia... estou a adorar!! e depois está implantado na "nossa" torre de menagem.... q previlegio!! oxalá m sirva p algo mais q p "curtição" pessoal... era giro de vez em quanto colher algum fruto... mas tenho fé, q pelo menos estou a fazer um trabalho util, porq essa instituição carecia d trabalhos cientificos!!!
bem m voy! beij
Muito bem. O nosso museu militar vai sair dignificado.
Uma das coisas que me chateia nos nossos museus militares é o algum despropósito. Lembro-me de estar exposto no nosso museu (não sei se ainda anda por lá) um revolver Colt, sistema avancarga (Mod. 1851, se a memória não me falha). Sem duvida uma peça bonita e com valor histórico, mas, se nunca foi uma arma de dotação dos nossos militares, o que fazia ou faz ali? Bem, se calhar estou a exagerar. Lembrei-me agora que o museu militar de Lisboa tem peças lindíssimas que nunca andaram nas nossas lides bélicas. É mesmo uma sorte termos todo um castelo para explorar. Que bem compreendo a alegria.
Enviar um comentário